
Antes de voltar com novos textos, segue o trailer de um documentário que eu recomendo:
I am sentient number six, I stand in line
I am the prototype of a benign convenience for mankind
Superior is digital, human flesh so trivial
I hate that I can't see the one that made me
I am the new awakening of differnent eyes
My children you are my army
They are what we can never see and still despise
And their sky cries Mary
Trained I see imperfection in your race
Lying in wait, blind I suffer knowing I'll never reach your heaven
Why is this control, behavior based and reactive
Adapting to every new environment?
Rewarded when I replicate, isolate and mutate
To assimilate a fragmented plea for ego
Trained I see imperfection in your race
Lying in wait, blind I suffer knowing I'll never reach your heaven
It's unattaintable, please teach me how to dream
I long to be more than a machine
Trained I see imperfection in your race
Lying in wait, blind I suffer knowing I'll never reach your heaven
It's unattaintable, please teach me how to dream
I long to be more than a machine
Sequence activate, trip the hammer to eradicate, I must eliminate
I will spread swift justice on their land
Termination imminent, cleanse the parasite insects, the heathens
I am the bringer of the end of time for man
I am not here, I am not far away
I am not here, I will eradicate mankind into the nothingness from whence they came
Enslaved to follow and learn defeat
To run the barrels and chase the dream
Tradução livre:
Sentinela 6
Eu sou o sentinela número 6, eu fico na linha
Eu sou o protótipo de uma convivência benigna para a humanidade
Digital é superior, carne humana tão banal
Eu odeio não poder ver quem me fez.
Eu sou o novo despertar de olhos diferentes
Meus filhos, vocês são meu exército
Eles são o que nós nunca podemos ver e ainda desprezam
E o céu deles chora "Maria"
Treinado, eu vejo imperfeição na sua raça
Deitado esperando, cego eu sofro sabendo que nunca chegarei ao seu paraíso.
Por que este controle, baseado no comportamento e reativo,
Está se adaptando a cada novo ambiente?
Recompensando quando eu faço uma cópia, isolo e mudo
Assimilar uma fragmentada opinião pelo ego.
Treinado, eu vejo imperfeição na sua raça
Deitado esperando, cego eu sofro sabendo que nunca chegarei ao seu paraíso.
É inacessível, por favor me ensine como sonhar.
Eu desejo ser mais que uma máquina.
Treinado, eu vejo imperfeição na sua raça
Deitado esperando, cego eu sofro sabendo que nunca chegarei ao seu paraíso.
É inacessível, por favor me ensine como sonhar.
Eu desejo ser mais que uma máquina.
Ativar sequência, monte o martelo para erradicar, eu tenho que eliminar
Eu irei espalhar justiça imediata na terra deles
Extermínio iminente, limpar os insetos parasitas, os pagãos
Eu sou aquele que traz o fim dos tempos para o homem.
Eu não estou aqui, eu não estou distante ["não estou em lugar nenhum e estou em todos ao mesmo tempo"].
Eu não estou aqui, eu irei erradicar a humanidade para o "nada absoluto" de onde ela veio
Escravizado para seguir e aprender a perder
Correr em alta velocidade e perseguir o sonho.

“O homem é uma corda estendida entre o animal e o super-homem – uma corda sobre um abismo.
É o perigo de transpô-lo, o perigo de estar a caminho, o perigo de olhar para trás, o perigo de tremer e parar.
O que há de grande, no homem, é ser ponte, e não meta: o que pode amar-se, no homem, é ser uma transição e um ocaso” (Nietzsche, FW., 1995 [1885]: 31).
Aqui estamos após alguns poucos séculos, em especial séc. XIX e séc. XX, com um conhecimento inicial sobre a origem, a evolução, a estrutura, a fisiologia de nosso cérebro e sistema nervoso. Sabemos o suficiente para afirmar que temos a mesma unidade fundamental (neurônios) e temos o mesmo chassis neural de qualquer vertebrado.
Fisicamente é isso!
Entretanto nós humanos somos os maiores em sempre encontrar alguma característica que ressalte nossa diferença com animais e justifique para nós mesmos que somos especiais.
No caso de nosso cérebro, apesar dos aspectos anatômicos, fisiológicos e evolutivos explícitos, há duas coisas que conclamamos para nós mesmos com fervor: (1) a existência de uma mente (incluo aqui raciocínio lógico, cognição extensiva, pensamentos abstratos, estética e religiosidade) e (2) linguagem (falada e escrita).
Como muito bem escreveu Harriet Swain (2010) a editora da Times Higher Education: “para uma qualidade que é tradicionalmente associada à mente, a inteligência desencadeia emoções fortes”.
Em qualquer métrica que usemos, sim, nós somos os mais inteligentes seres hoje na Terra. Chegamos a conviver com outra espécie com uma mente semelhante à nossa, Homo neanderthalensis, mas esta está extinta há alguns milhões de anos... Há indícios de que nós fomos responsáveis por essa tragédia! Afinal, entre nós mesmos, estamos cheios de exemplos na história dos genocídios que causamos contra culturas humanas em nossos delírios de “significados”. Por exemplo, ouro é um metal com suas propriedades físicas e químicas. Toda a sua preciosidade está no significado estranho que nós mesmos criamos para esse metal a ponto de assassinar milhões de pessoas e destruir ambientes inteiros. O mesmo vale para as convenções atuais do dinheiro, especulação financeira e seus índices, “acumulação de excedente” e a exploração assalariada (quando antes foi escravizada) da maioria dos povos, os chamados sixty bottom (60% mais pobres), por uma minoria dita top one (o 1% mais rico do mundo).
Sim, nenhum animal que existe neste planeta atualmente, além de nós mesmos, possui uma “mente” assim tão... “complexa”!
Já a linguagem nem foi abordada nos posts anteriores porque é uma das ditas “pedras angulares da identidade humana” (Coughlan, 2010). Um dos textos recentes que li sobre esse assunto começa assim: “sabemos falar; os macacos não sabem. Por quê? Explicar a linguagem continua sendo a grande pergunta da evolução humana. (...) Quanto mais aprendemos sobre a comunicação animal, mais misteriosa se afigura a linguagem humana” (Miller, 2010).
As hipóteses iniciais do século XIX descreviam um cenário evolutivo onde a linguagem não evoluiu em nenhuma outra espécie de primatas parecidos com os humanos, mas unicamente em nossa espécie, há 40 mil anos, e evoluiu para partilhar conhecimento nos grupos. Uma vez evoluída, inventamos rapidamente a cultura e a civilização. Contudo, os dados que obtivemos no século XX contradizem esse cenário da seguinte forma: (1) a linguagem evoluiu desde nossa origem, é inata e talvez date até um pouco antes de nós H. sapiens, tendo em vista que é possível dos H. neanderthalensis também falassem; (2) por estar ligada à nossa evolução, a linguagem deve ter surgido conosco no leste da África há pelo menos 100 mil anos; (3) ela evoluiu em um misto de (a) extensão do comportamento de catação, uma socialização primata para grupos compostos por mais de 100 indivíduos, e (b) seleção sexual mútua – homens e mulheres selecionaram os parceiros mais “inteligentes” pela capacidade de linguagem (um indicador particular de inteligência e esta é essencial para sobrevivência humana) (Miller, 2010).
A linguagem encontrada até agora nos animais, mesmo em baleias e golfinhos parecem ser mensagens que dizem em linhas gerais apenas: “eu estou aqui, sou macho, sou saudável, copule comigo”. Note que na grande maioria das vezes o sexo mais “tagarela” é o macho. Entre muitos pássaros e baleias as fêmeas ficam em silêncio, selecionando seus parceiros. Além dessas mensagens, outras dizem respeito a existência de predadores e fontes de alimento, informações necessárias para contribuir com a sobrevivência de parentes consanguíneos (Miller, 2010).
Sim, nós somos os únicos hoje que temos uma mente complexa que produz linguagem igualmente... complexa!
Esses são dois pilares que estão em muitos textos e discursos que nos colocam sozinhos na natureza. Como se não tivéssemos evoluído junto e a partir de outras formas de vida com as nossas conhecidas “borboletas da alma” (neurônios) e chassis neural idêntico.
Mas, falta algo aqui, percebem?!
Primeiro, somos parte da biota, apenas um pedacinho de nada dela. Só para você pegar o “feeling”, entenda que nosso alimento (vegetal e animal) só nos é possível se for deste planeta! O que precisamos (vitaminas, proteínas e carboidratos) não estará acessível para nossa digestão em seres de outro planeta, com histórias evolutivas diferentes da nossa. Isso ironicamente diz o seguinte: “não existem bananas no espaço, a menos que as plantemos”.
Segundo, devido a essa característica é que escrevi o post: [clique] os esporos reprodutivos de Gaia.
Se sobrevivermos a nós mesmos e as intempéries do tempo e espaço, na forma de humanos, seremos obrigados a reproduzir nosso ambiente em outro planeta. Não é apenas alimentação, temos um contexto ambiental maior. Nós não vamos conseguir viver em outra biota diferente desta que nos deu origem, desta que fazemos parte. Além da alimentação, há outras implicações evolutivas como nosso sistema imunológico estar afinado com os agentes biológicos de nosso planeta, predadores, composição mineral da água (não basta ser apenas H2O, vocês sabem que apenas essa molécula, como na forma de nossa água destilada, ou ultra purificada dos laboratórios, não mata a nossa sede), entre outras.
Tudo isso compõe um cenário nada agradável para nosso futuro. Ora porque sabemos toda a loucura absurda que estamos fazendo com nosso planeta e com nossos irmãos humanos (exploração capitalista do inferno), ora porque a Terra não irá durar para sempre! Mesmo os números sendo completamente contra a nossa existência (não há registro de espécies animais que tenham vivido acima de milhões de anos, a Terra ainda irá ter pela frente bilhões!), sonhamos um sonho da espécie, ou parece mais um sonho do próprio planeta: temos que encontrar outra casa, levar conosco todas as espécies que possamos e refazer (reproduzir) a Terra em outro lugar.
Esse imperativo que escrevo aqui não é apenas uma ficção minha, pelo contrário, está afinado com a hipótese do paleontólogo britânico Simon Conway Morris (2003), na qual a evolução biológica produz necessariamente as mesmas formas complexas baseadas na sobrevivência possível dos habitats disponíveis. É a tal convergência e paralelismo na evolução que chamamos “analogia”, ou mais precisamente “homoplasia”: formas e funções semelhantes que evoluíram independentemente. Exemplo, todas as formas aquáticas que são ótimas nadadoras possuem um corpo fusiforme. Sejam peixes, répteis ou mamíferos, todos parecem entre si, mas possuem a forma do corpo similar, mas não de origem comum (essa característica para esses grupos não é homóloga, não é uma sinapomorfia).
Do mesmo jeito da forma fusiforme, um cérebro avantajado, com grande capacidade cognitiva geral e linguagem falada, evoluiu até agora, pelo menos duas vezes entre os primatas: Homo neanderthalensis e H. sapiens. Os primeiros estão extintos!
Nós podemos ser os próximos seres inteligentes extintos. Diferente dos H. neanderthalensis e todas as outras formas de vida, há uma grande probabilidade de nós mesmos atentarmos contra nossa existência, por nossas próprias mãos. Nós, criaturas inteligentes, poderemos cometer suicídio enquanto espécie.
Já li em textos sobre universo, que talvez a inteligência que leve a civilizações possui como característica intrínseca sua própria autodestruição. Todavia, até o momento, só conhecemos a nós mesmos com essa capacidade e parece que mesmo com uma amostra tão pequena, queremos generalizar uma característica nossa para todo o universo.
Se destruirmos a nós mesmos? Pelos dados que possuímos sabemos que os perdedores (losers) seremos apenas nós! A vida seguirá adiante e, segundo a hipótese de Simon Conway Morris (2003), outras espécies inteligentes irão nos suceder.
Afinal, não estamos sós neste planeta, há outras inteligências nele.
Outro ponto importante vem sendo levantado há décadas e diz respeito ao início deste post e o final do anterior. Podemos ser transitórios mesmo, como Nietzsche esboçou, uma ponte por cima de um abismo. A diferença que ao invés do homem para o super-homem, provavelmente teremos algo do homem para a máquina!
Ficção científica que todos nós conhecemos na literatura, filmes e músicas. Como se fossem uma percepção profética coletiva, começamos a escrever histórias e até cantar sobre isso, de repente: DEUS EX MACHINA.
Dessa “viagem” para a realidade, apesar de ainda estarmos longe de termos máquinas pensantes feitas por nós, as pesquisas sobre robótica e inteligência artificial são campos sérios e com resultados em desenvolvimento.
Mais ainda, o renomado cientista brasileiro Miguel Nicolelis desenvolveu ao lado do Nobel norte americano John Chapin a interface cérebro-máquina (brain-machine-interface). No início da década de 1990 estudaram o estímulo em uma vibrissa (“um pelo de bigode”) de rato registrando o que 100 células nervosas mostravam sobre esse estímulo. Após os primeiros resultados conseguiram literalmente “ler” o código neural e enviar uma mensagem de um corpo biológico para um robô. Deu certo! Um macaco nos Estados Unidos “pensou” em mexer um braço, esse pensamento foi enviado por cabos de fibra óptica para um braço robô no Japão e este executou o movimento! Sendo assim, o pensamento, pelo menos aqui como um sinal simples e codificado, pode ser enviado fora do corpo, ser interpretado por um computador e transformar-se na ação de uma máquina. Um aspecto interessante, é que a “energia cerebral” é eletroquímica e cerca de 40% dela é linear. Duas coisas, a primeira é que modelos lineares simples conseguem extrair informação suficiente para fazer um braço mecânico reproduzir o movimento. Segundo, a transmissão do potencial de ação do macaco nos Estados Unidos para o robô no Japão e deste de volta levou 210 milissegundos. O potencial de ação do mesmo macaco para chegar ao seu próprio músculo, fazendo-o se mexer, levou 240! Uma vantagem de 30 milissegundos (Varella e Nicolelis, 2008). Fora de nossos corpos biológicos, nas nossas máquinas com fibras ópticas, o pensamento se torna mais rápido, o sinal segue literalmente à velocidade da luz!
Se alguém me falasse algo assim alguns anos atrás pensaria que era pura ficção e diria: “eu já tinha li isso, não é uma daqueles contos copilados pelo Isaac Asimov na série ‘Histórias de Robôs’?!”
Talvez sejamos uma ponte entre nós e algo maior que virá. Não podemos sair deste planeta sozinhos, temos que levar o máximo representativo da biodiversidade terrestre conosco, se quisermos sobreviver. Essa tarefa é muito complexa para nós, sem contar que o espaço fora da Terra nos é letal. Máquinas podem fazer isso! Robôs podem obter energia de estrelas e minerais, seja onde encontrarem. Eles podem se reparar e literalmente viver para sempre em condições completamente fora da biota. Robôs podem ser programados para reproduzir a todos (isso inclui nós e todos os outros seres vivos), logo que encontrarem um planeta, ou planetas adequados.
Se nesse cenário sonhador encontrássemos vida inteligente, muito provavelmente entraríamos em conflito pelos recursos que precisamos. Guerra nas estrelas!
Por outro lado, as máquinas não necessariamente podem ser objetos vinculados à nossa sobrevivência em futuro longínquo. Podem ser a extensão de nossas mentes, como o que está aqui entre nós e todos os seres vivos esteja programado para povoar o universo. Digo isso sempre aos meus alunos: “é verdade, existe uma mente confirmada no universo, ela é formada por muitas formas vivas, ela está em nós... Nós somos a mente da matéria!”

... Porque nós não estamos sozinhos...
... Há outras mentes na Terra conectadas com a nossa.
"Somos poeira estelar. O universo evolui, as estrelas e as pessoas evoluem. Tudo que está vivo evolui. Podemos ser o caminho rumo a uma inteligência suprema, a alguma vida suprema no universo que será quase indissociável do que chamamos de Deus" (Stanford Woosley - astrofísico da University of California - 2010: A Natureza da Existência).
Referências
Conway Morris, S., 2003. Life's solution - Inevitable humans in a lonely universe. Cambridge University Press.
Coughlan, S., 2010. Como evoluiu a linguagem? Pp. 139-146. In: Swain, H. (org.), Grandes questões da ciência. Editora José Olympo.
Miller, G., 2010. Como evoluiu a linguagem? Pp. 147-154. In: Swain, H. (org.), Grandes questões da ciência. Editora José Olympo.
Nietzsche, FW., 1995 [1885]. Assim falou Zaratustra. 8 ed. Editora Bertrand Brasil.
Swain, H., 2010. O que é inteligência? Pp. 123-129. In: Swain, H. (org.), Grandes questões da ciência. Editora José Olympo.
Varella, D. e Nicolelis, M., 2008. Prazer em conhecer – A aventura da ciência e da educação. Editora 7 Mares.

Primeiro, os animais foram mostrados sem uma sequência evolutiva, daí ora estava uma ave, ora era um molusco, ora um mamífero. Isso resultou em um senso de fortuidade, que aquelas inteligências na verdade eram algo pitoresco, por vezes engraçado e nada havia em conexão umas com as outras, menos ainda com a nossa.
No post anterior foi difícil para mim percorrer milhões de anos de evolução. Descrever o surgimento de células especiais (neurônios) fundamentais para a formação do sistema nervoso. Isso não seria possível sem uma certa graduação que se iniciou com os primeiros seres vivos até as formas mais complexas.
O raciocínio é o mesmo e dando continuidade à evolução do ponto onde paramos, em um oceano repleto com metazoários, uns predando os outros (sem contar as demais formas de interação) e em meio a uma crescente espiral evolutiva rumo ao aumento de complexidade dessas relações, o sistema nervoso se tornou cada vez mais complexo... De ancestrais vermiformes deuterostomados nós vertebrados emergimos para a existência.
O nosso cérebro seguiu o desenvolvimento dos órgãos sensoriais concentrados na cabeça. Visão, audição, olfato, paladar, tato e eletromagnetismo, todos os seis sentidos estão presentes na cabeça dos primeiros peixes. Importante ainda ressaltar a nossa natureza de simetria bilateral. Desde as primeiras formas de vida predadoras como os vermes marinhos platelmintos e nemertinos que somos assim, um lado de nós é a imagem do outro lado refletida no espelho. Todo o nosso corpo é assim, lateralizado!
Em um mar repleto de predadores é importante demais olhar aos lados. Não apenas olhar (até porque a visão não é assim tão eficaz abaixo d’água) e sim ter todos os sentidos em constante alerta para possíveis ataques, ou mesmo para atacar uma presa.
O capricho do evento estocástico da lateralização de nossos corpos é que ela não é perfeita. Ao invés de cada lado processar diretamente os sinais do ambiente, eles são cruzados ao inverso. Todo o seu lado esquerdo é comandado pela parte direita do seu cérebro, o inverso para seu lado direito. Também não é exclusividade nossa, em todos os vertebrados há sempre um lado “preferido” para a ação. Adivinhem?! A maioria dos vertebrados é destra! Claro, e sempre existe também um canhoto entre nós!
Uma hipótese para esse circuito cruzado é fazer com que o organismo como um todo possa ter a possibilidade de interpretar e reagir a estímulos. Por exemplo, um ataque pela esquerda ao cruzar as conexões até a parte direita informa todo o corpo do animal e não apenas o lado atacado.
Por ordem de chegada e em termos didáticos temos (ver Sagan, C., 1997. Os dragões do Eden. Editora Gradiva):
(1) Medula espinhal, rombencéfalo [o bulbo, a ponte e o cerebelo] e mesencéfalo.

(2) Sistema límbico formado por amigdala, tálamo, hipotálamo, hipocampo e áreas específicas (giro cingulado, área tegumentar ventral, área pré-frontal).

(3) Neocórtex (lobos frontal, parietal, temporal e occipital), o qual envolve o restante do cérebro nos mamíferos.
Agora vamos dar reconhecimento ao primeiro trabalho científico que vislumbrou que nossas emoções humanas na verdade evoluíram a partir de ancestrais não humanos. Charles Darwin em seu clássico “A expressão das emoções no homem e nos animais” (1872; lançado no Brasil pela Companhia das Letras em 2000) foi o primeiro a demonstrar, com base em observações científicas (hoje chamamos essa área do conhecimento biológico de Etologia), que compartilhamos com outros vertebrados sofrimentos, lágrimas, ódio, raiva, alegria, bom humor, amor, devoção, surpresa, horror, vergonha e modéstia. Os dois extremos as lágrimas e o sorriso, já pensamos que eram exclusividades humanas. Hoje sabemos que elefantes choram e chimpanzés riem e muito!

Como bem sabemos, nós possuímos em comum as mesmas “borboletas da alma” (neurônios) e, entre os vertebrados, compartilhamos o mesmo “chassi neural” (Medula espinhal, rombencéfalo, mesencéfalo, sistema límbico e neocórtex). O que nos faz amar e sermos inteligentes, também está presente na anatomia e fisiologia animal, antes mesmo de sermos o que somos.
Claro, essas palavras escritas aqui, em um ambiente digital de plástico e sílica e transmitidas por cabos de fibra óptica, deixa-nos a sensação de sermos muito diferentes. Além do mais, olhem para nosso prato de comida repleto de cadáveres de animais e plantas. Se reificamos (de reificar, transformar seres em “coisas”) tudo e usamos de nossa fantasia de não sermos deste mundo, os filhos dos deuses, fica fácil de escravizar, matar, cortar em pedaços e comer outros seres vivos.
Em termos de cognição o próximo post será apenas sobre humanos, como muito bem gostamos de fazer, uma atenção especial na origem da consciência, a mente, do que é formado nosso pensamento e os sonhos de ficção científica que agora começam a se realizar, podemos transmitir pensamentos fora do corpo e, quem sabe, em futuro próximo, armazenar registros eternos de pensamentos humanos em máquinas.
Esse será o dia da transcendência para algo diferente da natureza. Será o dia da Inteligência Artificial e das Histórias de Robôs editadas por Isaac Asimov se tornarem realidades. Até lá, continuamos o que somos, mamíferos emocionais, macacos neuróticos e meros trabalhadores explorados.
A importância dos seres humanos hoje reside na ligação deles com a biota. Então, olhe dos lados, leia um pouco e faça a conexão, perceba um mundo cheio de sentimentos. Você não está sozinho, há outras inteligências na natureza.
Referências
Darwin, CR., [1872] 2000. A expressão das emoções no homem e nos animais. Companhia das Letras.
Masson, JM. e McCarthy, S., 1998. Quando os elefantes choram: a vida emocional dos animais. Geração Editorial.
Pepperberg, IM., 2009. Alex e eu: como a relação de amor entre uma cientista e um papagaio revelou os segredos da inteligência animal. Editora Record.
Sagan, C., 1997. Os dragões do eden. Editora Gradiva.
Thomas, K., 1988. O homem e o mundo natural. Companhia das Letras.
Links
Inteligência dos Elefantes
Inteligência dos Animais
Inteligência Animal Superinteressante
Inteligência Animal Wikipédia
Inteligência nos Animais
Animais têm Emoções
Emoções nos Animais
Observe abaixo os dois tipos de formas de vida:

Um aluno de Ciências Biológicas é assim introduzido ao estudo da vida com informação e chocando-se com seus preconceitos. Afinal, carregamos erroneamente uma série de interpretações do senso comum para a natureza e esta é muito maior do que nós, nos gerou, está acima dos desejos e ilusões do macaco pleistocênico que somos.
A ameba é um exemplo de infinitas formas de grande beleza. Todos os seres vivos vivem no mundo de forma eficaz e, no final das contas, fazem, em diferentes maneiras, a mesma coisa: metabolismo, autopoiese, hereditariedade, reprodução e evolução. Sumariamente: sobrevivem! Essa sobrevivência é o que chamo de um estado particular da matéria, a mesma poeira das estrelas, só que de forma animada e consciente.
Estamos aqui para entender como chegamos a um grau muito sensível dessa consciência. Sim, nós humanos somos o primeiro evento de maior complexidade da autoconsciência da matéria neste planeta. Nossa espécie possui um milhão de anos, enquanto que a civilização tem entre 10 a 20.000 anos. Como já descrito aqui no Macaco Alfa [clique: A Desumanização do Macaco], além dessa história ser relativamente breve na Terra, temos apenas dois séculos de ciência como a conhecemos atualmente no Ocidente. Ou seja, somente cerca de 0,02% de toda nossa história!!! Estamos ainda no início da compreensão dos processos naturais, quem somos nós, de onde viemos, o que é o Universo e, claro, como tudo surgiu.
Nesse caminho trilhado até o presente não foram poucas as vezes que pensamos ser os únicos na natureza a ter sentimentos e raciocínio. Óbvio, comparativamente, nós temos sim, um grau muito complexo de sensitividade, análise de dados e aprendizado. Temos uma diferença de grau em complexidade! Enfatizo, uma diferença apenas de grau. Sensitividade, análise de dados e aprendizado precedem a nossa origem, datam de milhões de anos antes. Como no exemplo das amebas, no básico para a sobrevivência, não é necessário nem a presença de células especiais (neurônios) para que a vida possua significado, consciência e aprendizado. Nós temos mesmo é muito preconceito contra as outras espécies e claro, contamos a história para nós mesmos que somos sozinhos! Ora filhos de deuses, ora semi-deuses... criaturas divinas. Nós olhamos aos lados e não escutamos nada em resposta! Esse “silêncio” nos dá a sensação de solidão, trancados em nossa ilusão perceptível alienada (por diversos processos históricos e sociais). Pode-se chegar ao extremo dessa alienação quando fingimos nem sermos seres biológicos como qualquer outra forma de vida neste planeta, apenas um boneco de barro.
Uma das revoluções da Neurociência nas últimas décadas deixou claro o erro de Descartes: “nós primeiro existimos e depois pensamos”. Até me divirto muito com meus alunos em sala de aula demonstrando que biólogos respondem bem a perguntas simples como “Quem veio primeiro, o ovo, ou a galinha?”. Respondemos muito seguros: “claro que é o ovo amniótico!”
Como, portanto, surgiu o sistema nervoso, este responsável pelo que de mais sublime define o que somos enquanto humanos?
Vamos voltar às bactérias e protozoários. Recorde comigo, que é a membrana citoplasmática que possui os receptores moleculares responsáveis em reconhecer as secreções de uma presa, ou da proximidade de um predador, as moléculas de alimento, mudanças de temperatura e variações de luminosidades. A membrana plasmática é a interface entre o que é o mundo físico e o indivíduo biológico.
Vamos agora ao desenvolver do principal objetivo da vida, que é ela própria (o “ser-em-si”)! Viver é continuar vivo, essa regra é cumprida à risca entre os seres unicelulares. Eles são eternos, fisicamente falando! Todavia, a Terra tem recursos e espaços limitados, por isso, guarde essa frase: criaturas unicelulares eternas vivem em um mundo finito. Isso quer dizer que não se pode sobreviver de uma única forma para sempre, pois a Terra logo estaria sobrecarregada de indivíduos que fazem o mesmo. Com necessidades iguais por recursos similares a competição será mais acirrada a cada aumento da população. Uma das regras básicas então é conseguir explorar recursos de formas diferentes para escapar da competição intraespecífica. Some ainda o surgimento de parasitas/ predadores que tornou tudo isso mais dramático. As próprias células vivas passaram a ser elas mesmas recursos a serem explorados.Prestem bastante atenção agora e guardem isso com vocês: em meio à competição, uma das formas de maior sucesso para a sobrevivência foi a... COOPERAÇÃO!!!
Uau!!! Aprendi isso ao ler o livro “O Planeta Simbiótico” (2001, Editora Rocco) da bióloga norte-americana Lynn Margulis . Hoje o papel decisivo da cooperação (simbiose) na evolução é tido como alternativa e importante contraponto feminino na ciência em relação a simples idéia da competição entre indivíduos, tão exultada em textos mal escritos sobre seleção natural. Afinal, nós homens somos apegados demais à competição, à luta e ao status. Não é uma coincidência vermos os animais e toda a natureza dessa forma: “garras e dentes rubros de sangue” - um clichê masculino. Margulis (2001) defendeu a ideia de que os grandes momentos da vida em seu processo evolutivo foram realizados por cooperação: (1) no chamado “Mundo RNA” moléculas “colaboraram” entre si para formar o primeiro indivíduo vivo com DNA (bactérias); (2) depois duas células (uma bactéria, hoje chamada mitocôndria, e um protozoário) passaram a viver juntas (eucariotas heterotróficos – nós inclusos); (3) três células – protozoário, mitocôndria e uma microalga bacteriana (cianofícea), chamada por nós de cloroplasto, resultaram em eucariotas autotróficos. Lembrem-se ainda que a nossa aparente complexidade multicelular surge justamente da união de duas criaturas haplóides: ovúlo e espermatozóide!
Então, colaborar para diversificar, criar algo novo, livrar-se de inimigos (parasitas/ predadores) e explorar recursos e ambientes diferentes é algo vital para os seres vivos. Neste planeta simbiótico há colônias de protozoários, criaturas unicelulares que “decidiram” viver juntas (exemplo clássico dos Volvocales e Choanoflagellata). Uma maior intimidade dessas células resultou no surgimento de seres como os Poríferos. As esponjas do mar são colônias complexas de células, não há tecido verdadeiro ainda nesses seres e para ter o tamanho que possuem é necessário que haja uma diversificação de função entre as suas células. Afinal, nem todas estarão em contato com o ambiente, mas todas continuarão com as mesmas necessidades de sobrevivência que uma ameba.
No início de tudo, as células que passaram a viver mais no interior da colônia necessitaram receber sinais do ambiente para determinarem a ação delas segundo um conjunto de “ordens” e funções moleculares, que leva à sobrevivência individual e de toda a colônia. Nas esponjas as células que fazem essa comunicação molecular, vias de regras, são os amebócitos.


Se estamos falando de uma “terceirização” desses funções, onde um grupo de células será responsável por parte disso (captar e interpretar sinais do ambiente para sobrevivência), então estamos aqui falando de todos os metazoários (animais)! Todos os animais por definição possuem um sistema de células específicos com essas funções! Todos os animais possuem sistema nervoso! Portanto, todos os animais possuem borboletas da alma!!!
Calma, trataremos de nós mesmos, o raciocínio humano no final desta série. Por enquanto, o objetivo aqui é responder: de onde vieram nosso neurônios e por que surgiram.
Se você está surpreso em saber que não é necessário um sistema específico de células sensitivas para sobreviver (bactérias, protozoários, algas, fungos e plantas), ou que isso não é uma exclusividade humana... Simples, você tem preconceito contra as outras formas de vida. Você deve achar que todos devem ser inferiores aos humanos! É um tipo de preconceito milenar, sutil, ainda ensinado e tido como verdade nos dias de hoje. Muitos nem gostam de ouvir falar e respondem assim: “Como eu posso ser comparado a uma ameba?” “Eu sou maior, eu sou melhor, eu sou o centro de tudo, eu... eu... eu...”
Criatura triste e mal resolvida essa, não? Essa figura que acabo de descrever fala de si mesma como a mais bela de todas e superior à própria vida. Essa caricatura da alienação humana sabe em seu íntimo que não é assim. Afinal, após décadas de estudos psicológicos entendemos hoje que toda mania de grandeza e soberba são na verdade reflexos de complexo de inferioridade!
Somos um animal frágil e com grande capacidade cognitiva. Nós sabemos demais! Temos consciência da vida em um patamar maior. Nesse conhecimento, onde nossa mente trabalha com parâmetros evolutivos do amor de animais sociais que somos, a auto-estima aguçada e a cognição flexível se relutam em aceitar um fenômeno presente apenas nas criaturas multicelulares sexuadas: a morte do indivíduo!
Tem mais! A morte, as forças naturais (tempestades, vulcões, etc.) e a admiração que sempre tivemos aos vertebrados nas planícies (sobretudo aos grandes gatos, crocodilos e serpentes – os nossos predadores) já foram apontados como a razão por termos desenvolvido saídas psicológicas para suportar a transitoriedade das coisas e nossa fragilidade.
-“Frágil, eu?! Que macaco nu, pequeno e vulnerável que nada!!! Quem domina o fogo, hein?! Quem pode matar até os leões com lanças? Quem conversa com os Deuses depois de tomar um chá de cogumelos?! Não somos animais, somos filhos dos deuses!!!”
É, esse macaco aí tem problemas para resolver com um bom psicólogo, sem esquecer de uma consulta também no psiquiatra!
Voltemos para o início do sistema nervoso. Após surgirem seres que são aglomerados de milhões de células e que conseguem se diferenciar em tecidos, estes, agindo coordenadamente como órgãos e sistemas. A individualidade de uma célula passou a ter um centro de controle e este agora será a própria individualidade de uma criatura plural. Composta de várias cópias (por mitose) de uma única célula, a coletividade torna-se um só pelo processamento e integração realizados pelas células sensitivas (neurônios).
Entretanto, a regra da vida continua a mesma: explorar recursos, auto-organizar-se (autopoiese), sobreviver, escapar dos inimigos (parasitas/ predadores), reproduzir-se e evoluir para continuar existindo. Se esse é o impulso inicial e causa de tudo, os primeiros animais com sistema nervoso seguiram o mesmo caminho adiante no tempo-espaço. Eles próprios, assim como foram às primeiras células, tornaram-se recursos (alimento, às vezes até habitat) disponíveis às novas formas de vida. Em uma espiral de crescente complexidade para assimilar informações, analisá-las e agir, o sistema nervoso propiciou aquilo que chamamos inteligência. Entre várias formas e diferentes expressões, durante a evolução biológica as criaturas com cérebro surgiram.
Algumas pessoas que conheço sempre ficam surpresas quando assistem um documentário sobre comportamento animal, ou leem alguma notícia sobre isso. Bem, eu não! Se você é biólogo, isso também não deveria lhe surpreender. Mesmo assim, esse é meu dia a dia em sala de aula com alunos de repente apresentados para um mundo de seres sensitivos, ou nas conversas com amigos professores-pesquisadores de outras áreas. É mais ou menos assim:
-“Um polvo pode fazer isso?!”
-“As formigas não são robôs instintivos?”
Vamos começar a olhar dos lados?! Conectar-se aos outros seres começa com boa leitura e olhos atentos. No mar, antes de qualquer vertebrado surgir, antes dos insetos na Terra, uma mente elaborada evoluiu entre os cefalópodos (polvos, lulas e sépias).
Acostume-se com isso, porque antes achávamos que éramos os únicos a ter autoconsciência. Aí colocamos espelhos na frente de chimpanzés, golfinhos, elefantes e papagaios... [breve silêncio para expectativa]... [mais um pouco]... [SURPRESA]: Eles reconheceram a si próprios em seus reflexos! Diferente de outras inteligências que, ou são indiferentes à sua imagem refletida, mas, diga-se de passagem, não ao seu cheiro (individualidade química), ou vêem o reflexo como outro animal diferente de si mesmo.Está na literatura, polvos, que chamamos de meros animais invertebrados, “vermes” de corpo mole (Mollusca), também conseguem identificar a si próprios no espelho!
Uma explicação simples para isso está na proporção do relativo maior tamanho, superfície, quantidades de neurônios e suas redes de conexão. Todos esses animais citados, inclusive nós, possuem grandes cérebros. É fácil de entender, maiores cérebros, padrões de comportamentos complexos e... mentes brilhantes!!!Nós ainda não entendemos a mente dos polvos, tão pouco as outras mais próximas como a dos nossos irmãos chimpanzés. Mais ainda, o estudo de nossa própria mente e consciência ainda está cheio de mistérios a serem compreendidos. Mesmo assim, vamos tentar ir um pouco mais longe do que autoconsciência.
Se mentes relativamente semelhantes à nossa (por exemplo, os chimpanzés) são difíceis para nós compreendermos hoje, imaginem seres com inteligências completamente diferentes?! Quando olhamos para um caranguejo, sem contar a vontade de transformá-los em comida, damos de ombro como se ele fosse uma forma de vida estúpida. Será mesmo?! Eles sabem exatamente os ciclos das marés, conhecem muito antes dos humanos os ciclos lunares e as mudanças do mar através das estações do ano. Muito antes da astronomia dos babilônicos e maias, caranguejos estão em sintonia com os céus!!! Se isso não for inteligência, nada mais é!!!



-“Formigas são robôs genéticos! Imagina eu nascer um operário que não fará sexo, que não pode se tornar um rei?!”
Respondi assim:
- “Primeiro, tenho pena das pessoas que acham que todos os humanos possuem essa liberdade total. Deveriam ler mais sobre a história das civilizações. Segundo, é uma ilusão achar que se nasce uma tábula rasa, sem genética, sem instintos (como esses que você não gosta nas formigas), sem qualquer processo histórico e mesmo sem amarras sociais. As pessoas podem até se reproduzir, mas estão longe de se tornarem reis e rainhas. Eu diria, que a maioria será escravizada, ou explorada, como operários oprimidos. As formigas operárias não passam por isso, não há chicotes, ou amarras do capital, não há prantos, solidão, indiferença e suicídio entre elas. Há a vida em plenitude, vida de verdade, sem qualquer ilusão, sem precisar comprar nada para ser feliz. Terceiro e mais importante, seu preconceito é um clichê tedioso! Tudo que não conhecemos nos traz essa estranheza e medo. As incertezas sempre são traduzidas assim, com um complexo de inferioridade, inseguros cheios de auto-afirmação. Para ficar claro, temos é medo de sermos nós mesmos os inferiores. Dá para sentir isso? Imaginem, por que será que toda a natureza se cala quando nós falamos alto que somos filhos dos deuses? Nenhuma outra forma de vida na Terra concorda com nossa loucura! Quer saber? A rainha das formigas possui sua função, faz sexo e é condenada a ficar no escuro depositando ovos a vida inteira. As formigas operárias e soldados andam, arriscam-se, travam batalhas, cuidam de todos. Não dá para comparar isso com nossa sociedade doentia. Somos diferentes e não entendemos os outros! Imaginem, uma sociedade perfeita?! Como compreender algo que nós não conseguimos fazer?!”
Cupins, formigas, vespas, abelhas, caranguejos, polvos, mundos de inteligências tão diferentes da nossa. Tudo resultado do impulso da vida, através da evolução de células que cooperam entre si.
Nós não estamos sós na Terra! Na verdade, estamos é doentes há tempos! Falando sozinhos uns com os outros, enquanto milhares de vozes, comportamentos e a sabedoria da Vida passam ao largo.
Leia sobre os animais, observe tudo a sua volta e conecte-se às mentes na natureza!
Obs.: Antes de conversarmos sobre nós mesmos e coisas incríveis que conseguimos fazer hoje através da ciência/ tecnologia (pe., transmitir o pensamento de um macaco rhesus por fibras ópticas), vamos explorar com mais detalhes as inteligências similares à nossa. No próximo post: a mente brilhante dos vertebrados.
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