domingo, 7 de dezembro de 2008

O que é vida?


Após a publicação do texto "O coleóptero de Kafka, a vida, a morte e a beleza da matéria ", perguntaram-me pelo conceito de vida e as referências bibliográficas que fundamentam as idéias apresentadas.

Primeiro, a vida é um estado particular da matéria que apresenta individualidade, metabolismo, reprodução, evolução por seleção natural, auto-organização (autopoiese) e conteúdo de informação (complexidade).

Segundo, a bibliografia sobre vida, morte (neurofisiologia) e universo estão na seção Referências deste Blog.

Sobre a vida minhas palavras são fundamentadas em Lewin (1994), Gell-Mann (1996), Davies (2000), Fortey (2000), El-Hani e Videira (2000) e Margulis e Sagan (2002).

Sobre a morte, ou melhor a neurofisiologia, sempre estou influenciado por Damásio (1996, 2000).

Sobre o universo o texto é baseado em Barrow (1995), Hawking (1996, 2006), Smolin (1997), Hawking e Mlodinow (2005).

As obras de Kafka, Nietszche e Sartre que são citadas no texto, mas não estão na seção Referências deste Blog são:

Kafka, F., 2000 [1920]. Cartas a Milena. Itatiaia Editora.
Nietzsche, FW., 1995. Assim falou Zaratustra. 8 ed. Editora Bertrand Brasil.
Sartre, J-P., 1998. O ser e o nada – Ensaio de ontologia fenomenológica. 6 ed. Editora Vozes.
Sartre, J-P., 2000. A náusea. 10 impressão. Editora Nova Fronteira.

O que acontece com nosso cérebro durante a morte eu li em um livro sobre experiências do quase-morte, que não consta nas referências do Blog:

Blackmore, SJ., 1986. Experiências fora do corpo – Uma investigação com base em pesquisas realizadas pela Society for Psychical Research. Editora Pensamento.

Sobre Taoísmo e Budismo eu me inspirei em:

Gaarder, J., Notaker, H. e Hellern, V., 2000. O livro das religiões. Companhia das Letras.
Lao-Tsé, 2003. Tao Te Ching – o livro que revela deus. Editora Martin Claret.
Schopenhauer, A., 2001. Da morte – metafísica do amor – do sofrimento do mundo. Editora Martin Claret.

Ler é tudo, escrever mais ainda!
Enjoy it!

3 comentários:

Darlan Reis disse...

Bem, eu não sei definir vida tão bem assim. Só sei que tenho uma e que é só uma. Não terei outra, então tenho que fazer o melhor que puder!

Allysson Allan disse...

Alô Waltécio Pleistocênico,

Aqui é seu ex-amigo de orkut, acabei por deletar aquela bomba, e não resisti ao mundo blogger, há três meses venho tocando o Holística Diária no meio virtual, esses dias uma inquisição de crias colocou minha foto como procurado na internet. Desabafar pelo blog faz bem, sinto-me lisongeado de poder compartilhar a filosofia diária contigo. Dê uma visitada por lá, o blog está bem legal, não é tão biológico e criativo como este, mas está quase lá.

Adorei as citações de Sartre e Schopenhauer, deverias colocar o Heidegger aí, a nadificação do Nada. Um dia vou postar sobre a Destruição do Belo (estética). Me inspirei após um Congresso de Filosofia, que participei aqui em Campina Grande. Em relação ao post passado seu, posso te dizer que o Élvio continua firme e forte por aqui, com aquele jeitão dele fechado. E estou no ramo da filogenia com o Douglas Zeppelini, professor novo que entrou no concurso do ano passado no campus V, são diversas as notícias. Espero que as suas também.

Abração! Estaremos mais próximos agora, embora em outro meio.

Waltécio disse...

Darlan,

Todos nós possuimos apenas uma única vida breve. Concordo com você: devemos aproveitá-la plenamente.

Allysson,

Nietzsche e Heidegger foram influências decisivas para Sartre. A obra "magnum opus" do existencialismo em minha opinião é o romance de Sartre "A Náusea". Neste sim, o Nada Absoluto está solto no mundo.

Achei uma boa idéia a sua de escrever sobre o existencialismo como um todo. Também deveria incluir Kierkegaard, mas não li nenhum livro desse filósofo. Mas está anotado para um futuro próximo.

Abraço e bem vindo!!!

 
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