sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Trilogia das Mulheres: Apresentação

Eu estou no meio do semestre e as obrigações como professor começam a tomar meu tempo pra valer. Além das aulas e orientações na graduação e mestrado, vem elaboração de provas, correções, avaliação de reposição, entre outras atividades.

Desde o semestre passado, ao invés de passar seminários sobre evolução e comportamento humano, assumi exclusivamente esse assunto como parte integrante da disciplina. Agora, ao invés de trabalhos, haverá provas sobre esses temas.

Por estar preparando as aulas, é exatamente aqui que decidi esboçar três textos completos para sintetizar o poder feminino, a seleção sexual e a perplexidade dos machos perante a sua efemeridade. Eis a trilogia das mulheres.

É um assunto instigante, faz parte das minhas curiosidades e percepções de adolescente. Coisas que eu perguntei a mim mesmo em um "por que o mundo é assim?" Isso também se referia as meninas, as quais tanto queria para mim, mas nem todas corresponderam ao meu desejo.

A resposta não era tão simples, envolve pesquisas sobre beleza, feiúra, personalidade, status e poder... Tudo para explicar para nós homens por que o mundo feminino é assim.

Nós temos comportamentos definidos por uma base genética e outra sócio-cultural. Dizem ser 50% de um, 50% de outro... mas a medida certa de distribuição disso nunca foi comprovada. Claro, não somos robôs genéticos, ou culturais. Não existe tábula rasa, ou o bom selvagem de Rousseau, mas há uma clara lógica comportamental feminina que nós homens sabemos muito bem, embora tenhamos tentado esconder isso de nós mesmos por séculos.

Para além das bases genéticas de nossos ancestrais que tinham um núcleo social poligâmico, os homens sempre tiveram medo do poder feminino. Cliterotomias, cintos de castidade, apedrejamento em praça pública e burcas islâmicas... Os homens usam a linguagem da violência para expressar sua fragilidade, sua tolice porque foram "enganados"... porque elas são tão inteligentes, ou mais ainda do que eles... porque elas ditam as regras... porque elas tem o poder da seleção em suas mãos, nos ovários e nos úteros. Tudo do estro muito bem escondido de nós.

Tenho 37 anos de idade, não sou o mais sábio entre os homens, nem tão pouco sou, ou fui o mais desejado. Reconheço-me um macho médio e deveras ordinário. Estranha é a referência que usarei agora para finalizar esta apresentação. Sobre os assuntos que irei postar nos próximos três textos, a música "Mulheres" de Toninho Geraes e conhecida nacionalmente através da interpretação de Martinho da Vila, é o que mais simboliza o significado de ser um homem:



Bem vindo à Trilogia das Mulheres!

Aos homens, cuidado com os próximos textos, podem causar depressão. Às mulheres, deixo minha admiração, amor e lágrimas.

5 comentários:

Darlan Reis disse...

Waltécio, pensei que você estudasse os parasitas das pobres lagartixas. Agora vejo que você está estudando outras coisas! hehehehe

E.R.F. Medeiros disse...

Hehehe...

Waltécio disse...

Tenho interesses muito maiores do que minha pesquisa com pentastomídeos.

Preparem-se para a Trilogia das Mulheres, elas colocam a gente no bolso sempre que desejam e podem.

Hehehehe!!!

Darlan Reis disse...

Interesses!!!
É um cara-de-pau!
hahaha

Allysson Allan disse...

Waltécio,

Esta trilogia me parece curiosa, vou continuar acompanhando, desculpa a ausência. Estive em odisséias, por aí.

Assunto instigante.

Abraço.

 
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