domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Trilogia das Mulheres: O Poder Feminino


Pernalonga está sendo caçado pelo seu arquirrival Hortelino, em uma estratégia estranha, ele resolve se vestir de mulher. Ao vê-lo o caçador muda completamente seu comportamento, ficando bobo e disposto a fazer tudo que o Pernalonga travestido pedir. Até o mais agressivo personagem dos Looney Tunes, Taz, o diabo-da-Tazmânia, já teve que enfrentar a força mais potente do Pernalonga: "seu feitiço de mulher".

Se um homem travestido de mulher tem a capacidade de fazer seu inimigo um "babão" aos seus pés, imagine uma mulher de verdade? Vejam os desenhos onde Brutus e Popeye disputam Olívia Palito e ela nem é a mais bela das mulheres!

Cenas comuns em desenhos animados que refletem da Bíblia a nossa história: Adão segue o que Eva pede, Herodes corta a cabeça de João Batista por Salomé, Paris e Menelau desencadeiam a Guerra de Tróia por Helena, o rei Henrique VIII rompe com a igreja católica e divide seu país em dois (em termos de religião) por Ana Bolena, etc., etc.

Poder feminino, meus caros!!! Nós homens não resistimos, por elas fazemos tudo.

Vamos primeiro recordar alguns fatos biológicos:

(1) As fêmeas são a fertilidade e continuidade genética na natureza e não necessariamente precisam de um macho para gerar filhotes. Várias espécies de animais possuem população apenas de fêmeas, porque estas conseguem que seus óvulos passem a ser ovos sem fertilização, em um fenômeno chamado de partenogênese (leia mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Partenog%C3%A9nese ).

(2) Mesmo que a maioria dos animais não se reproduza por partenogênese, nos vertebrados, em vias de regra, são as fêmeas que possuem o maior investimento energético para a produção e cuidados dos filhotes. Por ter muito a perder em uma escolha errada (mal formações embrionárias, genes deletérios, etc.) isso se traduz assim: elas escolhem os pais, os melhores.

(3) Todos já leram, assistiram algo na TV, ou já ouviram falar: mulheres produzem um óvulo por mês, homens 200 milhões de espermatozóides por dia. Elas possuem em média apenas 400.000 óvulos e perdem a fertilidade por volta dos 45 anos. Eles podem produzir bilhões e bilhões de espermatozóides por ano até o final de suas vidas.

(4) As mulheres precisam ter um mecanismo genético para o cuidado de seus filhotes. Vemos isso na anatomia e fisiologia de seus corpos, em palavras mais diretas: está na carne delas! Elas possuem comparativamente uma pele mais fina e com mais receptores sensitivos que os homens. Mais ainda, os hormônios estrogênio, progesterona, prolactina e, sobretudo, a ocitocina deixam as mulheres mais sensíveis, meigas, amáveis, belas e atraentes.

Está mais do que estabelecido, mulheres e homens são diferentes em anatomia, fisiologia e comportamento reprodutivo.

Lembro ao leitor que diferenças não querem dizer desigualdade sexual. Levamos décadas de estudos para saber disso, a discriminação social e religiosa das mulheres tem outra origem diferente de sua biologia (abordarei isso no último post desta trilogia).

Continuemos com os fatos biológicos:

(5) Quando comparadas com os homens as mulheres possuem diferenças anatômicas e fisiológicas no cérebro que são importantes para a manifestação do poder feminino: (a) um corpo caloso com mais fibras nervosas e (b) um maior tronco cerebral (principalmente a parte da ponte, ou protuberância anelar).

Isso confere a elas a capacidade de utilização dos dois hemisférios cerebrais simultaneamente. Já a ponte é um caminho neural para nervos oculares, faciais e auditivos. O resultado disso, mulheres controlam mais a linguagem falada e corporal, têm uma visão global em detalhes dos ambientes e reconhecem expressões emocionais das outras pessoas de forma precisa.

Todos nós sabemos como é difícil mentir para uma mulher olhando nos seus olhos. Cada movimento dos nossos músculos faciais, gestos do corpo e até a dilatação de nossas pupilas são prontamente analisados e detectados por elas.

Note como a seleção natural dotou a maioria das fêmeas nos vertebrados para a seleção de seus parceiros e o convívio de amor com seus filhotes. São fatos arrebatadores!

Sem contar ainda, ou melhor usando a língua comum "para lascar tudo de vez" em relação a nós homens, elas vivem em média muito mais do que nós.

Continuem seguindo essa regra e leiam tudo ao inverso para homens, nós não somos seletistas, não somos emocionais, tão pouco sabemos distinguir uma mentira de uma verdade quando ditas com convicção... e olhando em nossos olhos. Nós homens não conseguimos evitar ser enganados, como diz o mote popular "se és corno, és o último a saber".

Poder feminino! Terror masculino!

Dá para compreender agora porque Hortelino foi enganado pelo Pernalonga travestido de mulher, não é?

Quando esse disfarce é convincente na vida real temos histórias como a que vimos em abril de 2008, onde o jogador Ronaldinho declarou em rede nacional que havia sido enganado por homens travestidos de mulher. Ele disse querer uma noite com prostitutas, mas levou travestis para o motel. Claro, dizem as más línguas que não foi assim, mas vale o exemplo do Hortelino da vida real. Até que eles realmente se parecem física e em comportamento: Ronaldinho e Hortelino, tudo haver!

Fazemos tudo por elas, porque sabemos do poder em seus ventres. Se elas são muito belas (também abordarei beleza no próximo post), fazemos guerra contra Tróia! Se não tão belas, nossa alcova está sempre à disposição! Se não houvesse o freio da seleção feminina estaríamos talvez com, no mínimo, o dobro da população humana atual.

O poder masculino sempre é expresso em violência e agressividade, nossos corpos e fisiologia hormonal estão voltados para a competição e busca de status... sempre! Por isso, se queremos vislumbrar arquétipos de paz, harmonia e amor, sempre nos referimos às mulheres.

Gentis e belas mulheres, arquétipos femininos de poder! Entre esses arquétipos destaco os que simbolizam a justiça e a liberdade. Sem contar ainda a ligação maternal, do qual deriva os arquétipos da mãe natureza, pátria mãe, mãe de deus, mãe terra... como já foi abordado neste Blog no post
Amor de Primata .

Em nosso íntimo, conhecemos o poder que elas exercem sobre nós homens. Reagimos como chimpanzés (
Pan troglodytes) a isso, fazemos coalizões de machos para comandar política e armamentistamente os grupos que vivemos, espancamos e humilhamos nossas fêmeas.

Claro, nós não somos descendentes diretos de
P. troglodytes, há ainda os P. paniscus, onde as fêmeas são o centro dos grupos. Nesse outro exemplo, a violência é bem menor e o papel das fêmeas é decisivo.

Para Frans de Waal, nossos ancestrais eram uma mistura de
P. troglodytes e P. paniscus. Entre um e outro, estamos nós e todo o poder das mulheres.

5 comentários:

Darlan Reis disse...

O Hortelino, o Brutus e outros (até não citados) querem é transar. Só isso.
Transar e sair fora. Não se trata de um "poder feminino" e se é um poder, acaba logo depois do ato consumado.
Eles sabem bem o que desejam ali.
Por outro lado, existem homens que se submetem às mulheres e nem precisam transar para isso.

Abraços.

Waltécio disse...

Calma, camarada!

É uma trilogia, ainda tem mais.

Verdade, queremos pegar, morder e dar o fora. Alguns fazem coisas absurdas quando são poderosos, apenas por uma noite de prazer.

É o mito de Herodes e Salomé. Apenas uma noite e a cabeça de João Batista rolou.

Imagine se tivessemos dinheiro e poder de verdade. Se uma Ferrari não pesasse no orçamento... Poderíamos ter acesso a um tipo de mulher que como professores apenas sonhamos.

Claro, nem todo mundo é igual. O texto é sobre generalizações. Casos particulares existem e quando falamos de sistemas biológicos sabemos que toda regra possui exceções.

Vou tratar da seleção que elas fazem no próximo texto. Ter acesso as fêmeas é um dos pilares do comportamento animal.

Abraço,

W.

Waltécio disse...

Ah! Sem contar que você é um dos caras que eu conheço que fez loucuras por uma mulher e já se arriscou muito para conseguir apenas um beijo de outra.

E as mulheres não possuem feitiço e poder?!

Tô ligado!!!

Darlan Reis disse...

Pois é. Já fiz e deu errado. Mas ali a questão não era de sexo.
E não houve sedução do outro lado só para me ter sob controle.
A gente precisa saber a hora de tirar o carro da pista.
Já nos outros casos eu me encaixo na turma descrita.
Você não?

Waltécio disse...

Eu sou um homem comum, encaixo-me na média... Então, claro que estou sujeito à força feminina. Já percorri territórios e enfrentei perigos pelos braços delas.

Ah! Por fim, entenda que mesmo no amor mais sincero, há sexo. Principalmente de um homem por uma mulher.

Falow!

W.

 
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