quarta-feira, 18 de março de 2009

Neurose acadêmica

Eu não sei se posso me considerar um acadêmico "old school", mas é verdade que vi muito de minha realidade mudar nessas duas décadas 1990-2000. A produção acadêmica era uma necessidade e diferente da atual neurose que vivemos nos dias de hoje.

Vi o fim da era na qual poderíamos passar anos trabalhando em uma hipótese e depois publicar os resultados em um artigo que separasse as águas e causasse uma revolução científica. Em outras palavras, eu ainda vivi nos dias em que havia um objetivo acadêmico concreto, o julgamento de nossa realização estava na profundidade dos resultados publicados, mesmo que em um único artigo, ou livro.

Mais ou menos do meio da década de 1990 em diante (desculpem-me a imprecisão), os principais órgãos de fomento nacionais CNPq e CAPES, ao tempo em que aumentavam o investimento em pesquisa, passaram por profundas modificações nos procedimentos de concessão e avaliação da produção científica. Termos como "ilhas de competência" foram publicados para destacar os grupos de pesquisa mais produtivos. Logo depois surgiu o sistema Qualis de avaliação da produtividade acadêmica dos cursos de pós-graduação.

Isso não foi uma exclusividade brasileira, o mundo estava mudando da mesma forma. Sugiram os portais de indexação como o Institute of Scientific Information - ISI e o Journal Citation Reports - JCR, os periódicos foram medidos (assim como seus autores), sobretudo, de acordo com Fatores de Impacto (IF - do inglês Impact Factor). Recentemente foi incorporada a essa métrica acadêmica o Fator H - FH, ou
h-index (Hirsch, JE., 2005), que leva em consideração tanto a qualidade de onde se publica (artigos indexados no ISI, ou no SCOPUS), quanto ao número médio de citações por artigo publicado.


Nos corredores de hoje das nossas universidades um pesquisador sem h-index é discriminado pelos seus colegas. Da mesma forma entre os que possuem esse índice de citações com scores baixos, por exemplo, eu atualmente tenho 1 no ISI e 2 no SCOPUS, é "metricamente" mais fraco do que aqueles com scores acima de 5.

Tenho diversos amigos que só falam nisso hoje em dia. Na hora do café, no msn, em e-mails, é IF pra cá, FH pra lá, sem contar o estranho e às vezes incompreensível sistema Qualis da CAPES que está sempre presente (Qualis A1, B5, C, etc.).

Claro, tudo isso se traduz em uma língua básica: publicar em massa!!! Um artigo com IF acima de 1.0 por mês de preferência!

Quero deixar claro que este texto não é uma declaração em defesa de quem não produz, ou publica trabalhos medíocres, grande parte das reclamações desse fenômeno de métrica acadêmica vem de quem não consegue entrar nele, ou dos que não se destacam. Não é essa a minha preocupação.

Devido a institucionalização da ciência a partir da revolução industrial e a necessidade de distribuição dos recursos (limitados), deve-se ter uma forma de avaliar o desempenho e mesmo o retorno para a sociedade da atuação dos grupos de pesquisa. Todavia, enquanto pesquisador sinto uma tristeza profunda de não participar de discussões apaixonadas em meu dia-a-dia, estar com pessoas empenhadas em encontrar respostas para suas hipóteses. A maioria está tão neurótica em manter ou ampliar seu FH, que parece nem se importar com os artigos que publicam... é quase um "vale tudo curricular".

Não citarei exemplos por motivos óbvios, mas se você vive pelos corredores dos mestrados e doutorados, sabe do que estou escrevendo.

É angustiante, depressiva e neurótica a forma como encaramos o dia-a-dia. Além do mais, pesquisas demonstraram que individualmente nós não produziremos muito de forma efetiva, ou seja, com muito empenho e toda uma carreira, teremos uma, ou no máximo duas hipóteses bem estabelecidas. Nenhum humano revolucionou a si próprio ano após ano, artigo após artigo.

Vamos aos exemplos populares como a Evolução por Seleção Natural, O Capital e o Materialismo Histórico, a Relatividade, a estrutura do DNA, etc., São contribuições importantíssimas para a humanidade e cada qual custou uma vida acadêmica inteira.

Mantendo as diferenças entre as realidades vividas por Darwin, Marx, Einstein, Watson e Crick, todos eles não possuíam referências métricas curriculares tão estranhas como o FH de hoje.

Na atualidade, em meio a massa dos profissionais acadêmicos, publica-se muito, mas alguns currículos parecem mais ser uma colcha de retalhos, ou mesmo um verdadeiro "samba de doido", do que um empenho na busca de respostas.

Eu não acredito que a maioria esteja em uma busca vã pela fama, como em um reality show. De minha parte, meu trabalho só faz sentido se eu estiver envolvido com paixão, curiosidade, dedicação e amor à ciência. Um desejo de deixar uma contribuição verdadeira para o conhecimento humano sobre nosso planeta.

Na universidade onde trabalho (Universidade Regional do Cariri - URCA) parte de meus companheiros de trabalho não conversam sobre produção científica. Parece que esse mundo de IF, FH e Qualis também não é conhecido pelos alunos da graduação, mesmo os bolsistas de Iniciação Científica e os mestrandos de nosso único mestrado. Alguns professores que sabem dessas exigências preferem também não comentar, porque não possuem FH e/ou não publicaram um único artigo em periódico nacional qualificado na Qualis.

Esse silêncio ora do desconhecimento, ora da dissimulação, amplia minha angústia.

Sabem, certa vez em uma aula de Biogeografia quando cursava doutorado, o prof. José Maria Cardoso da Silva (na época com dois artigos publicados na Nature) falou abertamente: "um certo desejo de ambição e a ciência andam juntos, quem não tiver isso não deveria percorrer esses caminhos".

Na verdade estávamos em uma grande discussão sobre comportamento de cientistas e uma amiga do mestrado, que também estava cursando a disciplina, falava em "amor", "carinho", "humildade" e que não iria se entregar a esse modelo de competição acadêmica.

Ela ficou sozinha... todos nós concordamos com o professor e até gostamos. Hoje diria que estávamos querendo ser, cada um ao seu modo, algo como Dr. House misturado com Dexter na ciência... o que é igual a um desastre em termos de relações humanas! Tive treinamento para me absorver nas hipóteses e ser indiferente, um Dr. House da Zoologia!!! rsrsrs!!!

Entretanto, meu exemplo de cientista era outro. Quando criança adorava assistir ao seriado chamado "O Mundo Animal" (Life on Earth, 1979), apresentado por nada menos do que David Attenborough. Meu pai trabalhava o dia inteiro na fábrica e minha mãe também trabalhava como costureira. Quando vivíamos em Abreu e Lima - PE, lembro de ficar sozinho em casa por volta dos seis anos de idade assistindo TV. Na abertura do Mundo Animal as silhuetas das zebras, girafas e elefantes contra o céu vermelho eram lindas. Acho que a música era do Vangelis (quem lembrar dos detalhes, por favor escreva um comentário)... Eu lembro de David Attenborough falando sobre os animais e no final de cada programa sempre ressaltando a necessidade de preservá-los. Isso foi marcante em minha vida, porque quando criança falava que seria um "cientista" quando crescesse... Entre meus primeiros ídolos, estava David Attenborough!

Não é uma questão de "predestinação", ou algo assim. No momento oportuno e nas condições favoráveis, tornei-me zoólogo... de carteirinha, diplomado e tudo mais. Nunca imaginei que ser um tipo de David Attenborough hoje teria insônia e surtos de ansiedade por causa de IFs e FHs.

Esse mundo é o que me dá prazer de estar vivo, o que me ergue e faz minhas pernas se moverem. Escrevo sobre motivação pessoal, é evidente que possuo outras, como o amor pelos meus filhos e diretrizes de meu partido político (PCdoB). Todavia, o centro do que eu sou, na parte exclusivamente pessoal, está lá uma pedra sólida, bruta, pesada, causa de meus sonhos e amor pela existência: a ciência.

Se me permitem uma comparação a grosso modo, é como ser um músico e amar um estilo musical peculiar como Heavy Metal. Tenho vários álbuns de bandas brasileiras, umas muitíssimo talentosas como o Malefactor (Salvador-Bahia), mas que continuam na cena underground (se é que posso chamar assim). Viver de "música extrema" é uma tarefa quase impossível no Brasil, apenas nomes como Sepultura e Angra conseguiram... e com muito esforço. Em minha opinião, o mesmo está para ciência! Na verdade, a maioria dos pesquisadores brasileiros "ganham a vida" como professores em Instituições de Ensino Superior (IES)... é nosso "underground". Somos professores, mas a maioria tenta se realizar através da pesquisa científica.

Ressalto que não é a obrigação de realizar uma palestra, ou escrever para um jornal de notícias e divulgar os resultados à sociedade. Alguns de meus amigos têm jornadas de trabalho docente difíceis de conciliar com suas pesquisas. Pior ainda é caso alguém com esses sonhos estar em uma IES sem vocação, ou mesmo objetivos científicos, aí o bicho pega mesmo.

Há uma clara neurose entre os pesquisadores no mundo inteiro.

De um lado está a métrica acadêmica dos índices e periódicos de impacto. Nesse mundo nós parecemos máquinas de produção em série de artigos científicos. Publicar, publicar, publicar... Chega-se ao absurdo de publicar apenas por publicar... qualquer coisa! Por outro lado, para agravar essa situação, poderá haver a ausência local da necessidade científica. É saber que o mundo da ciência atual é difícil de se destacar e ainda olhar dos lados e ver seus pares ignorarem e até desconhecerem isso, ou fingirem abertamente.

Eu tenho esse problema conjugado onde trabalho. Na sala de aula da graduação, quem ensina "metodologia da ciência" não fala em IF, FH, ISI, Qualis... e meu horror é maior em saber que os alunos da Biologia desconhecem qualquer filosofia da ciência e mesmo nomes como Karl Popper e Thomas Kuhn.

Alguns professores já falaram com todas as palavras para mim: "eu quero é ganhar dinheiro, não entendo o que você está reclamando". Sempre que isso acontece vem a mente a música de Zeca Baleiro (O Silêncio):
Agora só me falta aprender o silêncio.

Imaginem agora, eu na crise com as regras de produção quase que industriais de artigos e carreiras, mergulhado em um mundo que é indiferente a isso?!!

Eu tenho neurose acadêmica aguda, agravada mais ainda pelo silêncio imposto a minha volta na URCA. Muitos nem sabem disso! Sou tão ligado aos meus sonhos acadêmicos que nem sei como consigo ainda fazer amizades. Não deixo de pensar nisso um só minuto, não há ação minha sem essa motivação... embora a música do Zeca Baleiro não pare de tocar em minha cabeça...
Agora só me falta aprender o silêncio.

Do lado da métrica acadêmica, cresce no mundo à crítica ao sistema dos índices. Existem sérias restrições se toda essa pompa de índices pode realmente medir o valor e impacto de um trabalho inovador. Uma teoria, ou inovação científica pode vir em forma de livro, como aconteceu diversas vezes antes em nossa história. O desafio é encontrar tempo para produzir na ciência trabalhos extensos e profundos sem ser discriminado por publicar menos por ano.

Do lado da atuação profissional, tenho sempre que possível calorosas discussões entre meu grupo de amigos. Somos multidisciplinares, zoólogos, ecólogos, físicos, químicos, farmacêuticos, paleontólogos e compomos um grupo de pesquisa intitulado
Biologia Comparada. Espalhados pelo Brasil, vez por outra conseguimos reunir a maioria de nós em João Pessoa - PB. Quando não, tentamos realizar eventos em nossas IES com palestras e convidamos um ao outro. Por exemplo, a última Semana de Ciências da URCA em dezembro de 2008. Nessa época consegui reunir pesquisadores do grupo Biologia Comparada da Unesp (Luciano Alves dos Anjos), UEPB (Rômulo da Nóbrega Alves) e URCA (faltou Alexandre Vasconcellos da UFRN). Além das palestras, conseguimos acertar objetivos científicos que são a causa de vários de nossos artigos em elaboração hoje.

A hora do café sempre foi interessante e hoje em dia converso muito com amigos da História (Darlan Reis - URCA) e Física (Wilson Freire - UFCG). Além das barrigas que crescem com o sedentarismo, o papo sobre ciência e política é importante para mim.

Infelizmente vários amigos meus deixaram a URCA e foram para outras IES. Plínio Delatorre (atual UFPB), Ricardo Lima (atual UFMA), Wilson Freire (atual UFCG), Bruno Anderson (atual UFAL) e Alexandre Magno (atual UVA-Sobral)... Eles fazem falta na hora do café. Sem contar os vários outros professores que, mesmo sem contato pessoal, eram importantes para a produção científica na URCA.

Nesses momentos eu me pego em pensamentos: "
talvez seja o mais correto é fazer o mesmo e ir embora daqui? Por outro lado, a URCA, por ser pequena, tenha a característica de favorecer o surgimento e consolidação de grupos de pesquisa sem os vícios de IES decanas? Partir, ou ficar? Procurar emprego em uma IES maior, ou trabalhar na construção da qual estou?"

Minhas preocupações, dores de cabeça, decisões que não consigo tomar com facilidade e neurose que permeia o meu silêncio.

Terça-feira passada (dia 17) não deu para chegar em tempo ao trabalho na URCA, faltei o serviço à noite... putz! Estava em meu carro e o horizonte era plúmbeo com raios, trovões e chuva. Escutava uma música chamada Redshfit (da banda Paradise Lost, 2005)... Entrei em êxtase, enchi os olhos de lágrimas e só acordei para a realidade com o protetor do motor raspando em uma lombada:



Redshift(*)
(*) http://cas.sdss.org/dr7/pt/proj/basic/universe/redshift.asp

There's something in the air that greets me
Há alguma coisa no ar que me cumprimenta
There's something in the air
Há alguma coisa no ar
I don't know where I belong, or where does it go from here
Eu não sei de onde eu pertenço, ou para onde vou a apartir daqui
See my dreams; they're not like anyone's
Veja meus sonhos; eles não são como os de qualquer um
There's something in your stare that greets me
Há alguma coisa em seu olhar estarrecido que me cumprimenta
There's something in your stare that tells me where I belong
Há alguma coisa em seu estarrecimento que me conta de onde eu pertenço
And where it all goes from here
E para onde tudo vai a partir daqui
I don't know where I belong or where it all goes from here
Eu não sei de onde pertenço, ou para onde tudo vai a partir daqui
See my dreams; they're not like anyone's, anyone's
Veja meus sonhos; eles não são como os de qualquer um
There's something in the air that greets me
Há alguma coisa no ar que me cumprimenta
There's something in the air
Há alguma coisa no ar
I don't know where I went wrong or where does it go from here
Eu não sei onde eu errei, ou para onde ir a partir daqui
See my dreams; they're not like anyone's, anyone's
Veja meus sonhos; eles não são como os de qualquer um, os de qualquer um

É verdade muito séria para mim, meus sonhos não são como nenhum outro.

Da neurose acadêmica, dos meus dias de silêncio, da ciência que amo.

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O grupo de Biologia Comparada:
Para saber mais sobre os trabalhos científicos desenvolvidos pelo grupo de Biologia Comparada leiam neste Blog [click]:
Quando eramos vermes
Sobre status e carreiras científicas no Brasil:
http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v16n2/13.pdf
Sobre críterios Qualis, há uma comunidade no Orkut muito legal chamada "Eu já publiquei em Qualis C":
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=7945365
Sobre Fator de Impacto e Qualis:
http://www.biblioteca.epm.br/f_impacto.htm%22%3Ehttp://www.biblioteca.epm.br/f_impacto.htm
Sobre
h-index:
Hirsch, JE., 2005. An index to quantify an individual's scientific research output. PNAS 102 (46): 16569–16572. doi:10.1073/pnas.0507655102
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4 comentários:

Darlan Reis disse...

Camarada e amigo Waltécio:

01- Sobre a URCA, tens toda razão. Muitos ignoram mesmo essa realidade tão bem retratada. Outros fingem que não sabem e alguns são descaradamente irresponsáveis.

02- Ainda sobre a URCA, ela reflete um pouco do Brasil, um pouco do Ceará e é a cara da região em que está inserida. Aqui se nega para muita gente, o mínimo de dignidade. Mesmo sendo o "centro da religiosidade" ou talvez por isso. A universidade daqui é um retrato daqui.

03- Sobre o que acontece com as ciências, ou com a Ciência (como você preferir), trata-se de atividade humana, condicionada pelas relações estabelecidas. Há um marco jurídico, há financiamento privado e público e existem políticas. Políticas estabelecidas por governos.

04- Na década de 1990, em vários campos, seja do conhecimento, da ciência, da economia, dos marcos regulatórios, houve mudanças. Em um sentido conservador do ponto de vista econômico, que provocaram alterações na ordem das inversões e financiamentos e nas diretrizes.

05- Para a ciência, isso se verificou da maneira relatada por você. Por mais que um físico se sinta independente e "cientista" numa acepção positivista, ele não está imune Aos imperativos do Tempo em que vive. Nesse caso, ao tempo da fragmentação e individualização do saber ao tempo em que ocorre uma unificação econômica.

06- Aqueles cientistas que apesar dos imperativos do seu tempo, foram além disso, tiveram que ter em si um objetivo maior dos que o de ordem somente pessoal ou de vaidade acadêmica. Curiosidade, engajamento, solidariedade, dinheiro, várias foram as razões.

Por fim, o caminho do individualismo radical é uma faca de dois gumes. Se você avança e arrebenta, vão endeusá-lo. Se gerar lucro para alguém, vão remunerá-lo, mas se tiver obstáculos intransponíveis ou problemas exteriores e se você não alcançar o que "esperam", aí jogarão toda a culpa para uma só pessoa: você mesmo.

Assim caminha a humanidade!!!

Abraços.

Darlan Reis disse...

Agora, pensa aí o mundo fora da universidade? O mundo das fábricas, dos escritórios, dos bancos?

O que acontece com os trabalhadores?

Imagine a "neurose" a ques estão submetidos!

Simples coincidência? Não. É o fardo do nosso tempo histórico, o da ordem social do capital!!

Waltécio disse...

Certa vez uma eu lembro vagamente de um colega que me falou em uma teoria dos "eleitos". Isso é terrível!

Na forma de existencialista, acho um desperdício sem preço quando vidas humanas são tratadas assim.

Não há vida pós-morte e milhões de vidas únicas estão simplesmente fadadas à alienação e perda da sua individualidade na massa anônima. Mesmo que alguns tenham orgulho de serem algum tipo de "animal-de-rebanho".

Em relação à URCA, ando com minhas crises devido aos concursos que estão havendo na área de Zoologia.

Eu ainda resisto em não fazer e acreditar que com esforço e empenho de uma coletividade podemos sim fazer uma universidade de qualidade.

O exemplo foi dado, em um ano que estivemos na administração aprovamos dois FINEPs na ordem de R$ 2.397.850,00 para a pesquisa vinculada ao mestrado em Bioprospecção Molecular.

Investimento em pesquisa, qualificação dos alunos, avanço científico e social para a região do Cariri...

Entretanto, eu não sei os rumos que a URCA trilhará agora.

A perda de professores foi muito grande e danosa.

Confesso que se houver concurso para Evolução... eu não deixarei de concorrer.

Melhor eu não pensar muito nisso, da outra vez que parei para pensar resultou neste post.

Obrigado pelos comentários oportunos e esclarecedores.

Abraço,

Waltécio

Darlan Reis disse...

É isso aí.

Outros concursos virão, novas pessoas chegarão mas a coisa só muda quando os que tem projeto de verdade chegarem ao comando.
É o primeiro passo para a autonomia real de uma universidade como a URCA, para que os governos passem também a respeitá-la.
Sem dúvida se você for embora, fará fala para a universidade, assim como outros fazem. Já alguns que foram, não fazem falta, aliás ficando ou indo, não muda nada. Apesar da titulação, nunca tiveram ou exerceram pelo menos, uma vida acadêmica.

 
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